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Gaúcho da Fronteira - Tão Pedindo Um Vanerão - 1994 

Gaúcho da Fronteira - 1994 - Tão Pedindo Um Vanerão.. o 13º álbum de sua carreira... Lançado em 1994 pela Warner  Music Brasil Trazendo este grante sucesso que e "Tão Pedindo um Vanerão" musica que intitula este belo LP.... 

Gaúcho da Fronteira -Vol13

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  • Gaúcho da Fronteira - 1994 - Tão Pedindo Um Vanerão Capa verso
  • Gaúcho da Fronteira - 1994 - Tão Pedindo Um Vanerão LP
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Musicas do LP

  1. Aventuras de Coló
  2. Xote da saudade
  3. Tão pedindo um vanerão
  4. Argentino y chamamecero
  5. Herói nativo
  6. Cinco pila
  7. Décima do bailongo
  8. Coração de luto
  9. Patifarias
  10. Um gaúcho no Rock in Rio
  11. Sonho e realidade
  12. Parei, provei, gostei

Gaúcho da Fronteira - Tão Pedindo Um Vanerão - 1994

Letras das Musica do LP

A1 - Aventuras de Coló [Cachorrinho Coló]
Composição: ( (Velho Milongueiro – Guilherme Cassiano Quaiatto)

Vaneira

Eu tenho um cachorrinho
Que ganhei da minha avó
Pretinho, lanudinho
Tem o nome de coló!

Deram pra ele feijoada com jiló
Essa mistura danada deu colite no coló -
Foi brincadeira o que o bichinho sofreu
Eu não pude descobrir a onde o coló comeu.
A onde o coló comeu, a onde o coló comeu,
Eu não pude descobrir a onde o coló comeu.

Um outro dia ele veio se lambendo
E eu tentei descobrir a onde ele andou comendo;
Não descobri nem por nada deste mundo
Se o Coló comeu na frente, ou se o Coló comeu no fundo.
Se o Coló comeu na frente, se o Coló comeu na fundo,
Eu não pude descobrir nem por nada deste mundo.

Chegou em casa numa disparada louca
Com a asa de um pintinho atravessado na boca -
Eu peguei ele, dei uma surra de cinto
Mas não pode descobrir onde Coló comeu pinto.
Onde Coló comeu pinto, onde Coló comeu pinto,
Eu não pude descobrir onde Coló comeu pinto.

Ainda hoje dei uma flagra no Coló
Comendo ovo no ninho da galinha carijó
Mas isso nunca vai acontecer de novo,
Agora já descobri onde o Coló comeu ovo.
Onde o Coló comeu ovo, onde o Coló comeu ovo.
Agora já descobri onde o Coló comeu ovo.

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A4 - OArgentino y chamamecero
Composição: (Calandria Gaúcha – Gaúcho da Fronteira)

Le canto a los argentinos
Campeones de chamamé
De Corrientes y Entre Ríos
Missiones y Santa Fé
El sol de la pátria gaucha
Que hermana nuestras canciones
Carne assada e acordeones
Guitarras e bandoneones

Dê-lhe grito, dê-lhe pata, dê-lhe viola
Que está lindo el entrevero
Dê-lhe gaita, dê-lhe baile, dê-lhe viola
Como buen chamamecero

Los gauchos somos hermanos
De diferente estatura
Tres monedas, mismo peso
Y adentro mucha cultura
Un pingo buen encillado
El truco e sus emociones
La china, mujer bonita
Que alegra los corazones

Dê-lhe grito, dê-lhe pata, dê-lhe viola
Que está lindo el entrevero
Dê-lhe gaita, dê-lhe baile, dê-lhe viola
Como buen chamamecero

Soy gaucho e entiendo-lo
Como mi lenguage explica
Já dizia Martín Fierro
De que la Tierra era chica
Orientales e argentinos
Rio Grande del cielo azul
Canción de patria e querencia
Bandeira de Mercosul

Dê-lhe grito, dê-lhe pata, dê-lhe viola
Que está lindo el entrevero
Dê-lhe gaita, dê-lhe baile, dê-lhe viola
Como buen chamamecero

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B1 - Décima do bailongo
Composição: (Jayme Caetano Braum – Gaúcho da Fronteira)

Vanerão

Rancho escondido no mato na dobra do descampado
E o chinaredo grudado, o mesmo que carrapato
A cordeona que gagueja numa vanerita pampa
E o pulguedo a meia guampa rezando culto de igreja.

China com flor do vestido, como bandeira de guerra
E o cheiro doce da terra subindo do chão batido
Xirua boleia a anca num meio trote chasqueiro
E a fumaça do candieiro como baba de potranca.

O chamamé e a milonga, o vaneirão marca touro
Tirando notas de choro da velha gaita bailonga
E dizer que esta beleza que todo esse quadro vivo
Pertence ao museu nativo da nossa velha pureza.

Mataram nas madrugadas do cenário gauchesco
E o sarau carnavalesco contempla as tiangas peladas
E o reino das Salomés nos tempos estilizados
Entre travestis e veados, as tangas e os Top-less

Ali ninguém acha feio a moda que evoluciona
O gaiteiro e a Sinhá Dona floreando o bico do seio
E a tendência do "society" num devaneio me alongo
Prefiro mais os bailongos nas barrancas do Uruguai.

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B4 -  Um gaúcho no Rock in Rio
 Composição: (Francisco Vargas – João Valdir Garcias)

Vaneirão

Entrei fazendo improviso lá no festival do rock
Pensei comigo, eu agrado com qualquer droga que eu toque
Já sapequei um bugio, gritaram os magros do Rio:

- Mas tu tem que levar choque
Mas tu tem que levar choque,
Ficar grudado nos fios
Pra não trovar de bombacha
Na festa do Rock in Rio!

Quando vi subir no palco uma meia dúzia de loque
Já vou cantar uma bem boa antes que os magros se invoquem,
Fiz uma do Gildo de Freitas. - Já gritou um calça estreita:

Lá eu conheci artistas pra completar meu estoque,
Alguns cantando deitado, outros uivando de croque,
Pra não fugir do assunto. - Eu também cantava junto:

Minha gaita de oito baixo espichava igual bodoque
Pensei, eu vou ma mandar antes que alguém em provoque,
Mas enquanto eu me arrancava. - A marinhagem gritava:

Pra pegar o meu empresário nem com polícia de choque,
Pois se mandou ala-cria lá pras bandas do Oiapoque -
Não recebi nem um troco. - E cantei que fiquei rouco:

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A2 - Xote da saudade
Composição:  (Leonardo)

Xote

Quando a gente muda de querência
Tentando conquistar um novo espaço
Não lembramos nunca da saudade
Da força gaúcha de um abraço

Ao se ouvir um toque de cordeona
Coração relincha de emoção
As lágrimas quentes da tristeza
Chegam pra cevar um chimarrão.

Roda de fogo cordeona tocando
Coração chorando a triste verdade
Verde do mate amargo da ausência
Amada querência que baita saudade.

Falado:

Que saudade dá na gente
quando de longe se escuta uma cordeona tocando.
Qualquer pedacinho de querência
Um rebenque, um laço velho, uma cuia de mate
serve pra remediar saudade.
Porque matar, não mata
Saudade gaúcha é muito mais saudade
E o Rio Grande para nós é como o sol
Longe dela não há vida, é só saudade.

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A5 - Herói nativo
Composição: (Vaine Darde – Gaúcho da Fronteira)

Toada

Mas onde estão os gaúchos de outrora
Estirpe brava do Rio Grande guapo -
Que bom seria se na pampa agora
Surgisse um novo general farrapo!
Eu só queria um novo caudilho
Que terminasse coma ambição e a fome
E que mostrasse para os nossos filhos
Que Deuses falsos não governam homens.

Que surja então esse herói nativo
Pra dar um basta no poder caruncho -
E deixar claro no seu porte altivo
Que o Rio Grande ainda é dos gaúchos!

Pois, a nação dos centauros guerreiros
Que hoje se humilha mendigando auxílio
Já foi celeiro do país inteiro
E hoje nem pode sustentar seus filhos!
Levaram o ouro da nossa colheita
Todo o tesouro das nossas espigas
E como paga nos mandam gorjetas
Desculpas más da indiferença antiga!

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B2 -  Coração de luto
Composição:  (Teixeirinha)

Eu recebi uma notícia
Que o gaúcho da fronteira
Andou tendo uns piripaques
No fim duma sexta-feira,
Que o coração do gaúcho
Que é um coração de primeira,
Numa atitude sem luxo
Quase que fez o gaúcho
Se enredar nas boleadeiras.

E eu como sou amigo,
Dessa jóia brasileira,
Fiquei muito preocupado
E me bateu uma tremedeira.
Então, eu sai correndo
Por essa cidade inteira,
Procurando um coração
Que lhe de condição
De concertar a porqueira

Uns queriam dar dinheiro.
Outros, fazer oração.
Mas coração ninguém dava,
Sempre a resposta era não.
E se dependesse deles,
Nós íamos ficar na mão.
E eu aprendi, nesse entremeio,
Que o nosso mundo está cheio
De gente sem coração.

Pensei em te dar o meu,
Que eu sou um amigo de fé,
Mas logo vi que não dava.
E vou te explicar porque é.
Eu sendo assim como sou,
Sou igual ao que tu é,
Sofro da mesma aflição
E não lhe dou meu coração
Porque eu já dei para uma mulher.

 

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B5 - Sonho e realidade
Composição:  (Gaúcho da Fronteira)

Toada

Reparti contigo meu prato de sonhos
Meu catre de lona e cama de pelego
Meu rancho barreado que fiz a preceito
E em meados de junho te dei aconhego

Te dei mate quente no forte do inverno
Servido a capricho na concha da mão
No momento bravo, sombra e água fresca
Pra ser mais ameno teu sol de verão.

Reparti contigo dores e tristezas
Sonhos e esperanças, cerrados e jardim
Reparti meu peito bem pela metade
De saudade um tanto e carinho sem fim

Pedi ao patrão velho lá das alturas
Proteção divina, paz e alegria
Na boca do rancho um sorriso grande
Pra pelar cantando quando viesse asa crias

Te dei sobrenome que orgulhou o pago
E toda família por aonde vai
Peleador e amigo de raça e de fibra
Mas nunca foi santo, pois santo é meu pai.

Aprendi que o sonho é um desejo teu
A que a realidade é um direito meu.

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A3 - Tão pedindo um vanerão
Composição:  (Bruno Neher)

Vaneirão

De vez em quando acontece de um conjunto estar tocando
Num fandango bem bagual, vendo a indiada retoçando;
No ouvido do gaiteiro de repente chega um peão
E cochicha desse jeito: - Tão pedindo um vaneirão!

Tão pedindo um vaneirão, tão pedindo um vaneirão
O gaiteiro se entusiasma, capricha na animação,
Enfia os dez dedos na gaita do minguinho até o dedão!

O baile segue incendiado de mormaço e polvadeira
Num bate casco serrado no balanço da vaneira
Antes que a marca termina num impulso de emoção
Vem alguém correndo a grita: - Tão pedindo um vaneirão!

Se o fandango é dos baita o pessoal fica contente
As cozinheiras faturam no pastel e cachorro quente
Não há trago que chegue e em meio a animação,
Nunca falta alguém que grita: - Tão pedindo um vanerão!

O entreveiro é completo dentro e fora do salão
Carros mal estacionados, gente chamando o garçom
Uns querendo entrar de graça e o porteiro diz que não
E outros abrindo a matraca: - Tão pedindo um vaneirão!

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A6 - Cinco pila
Composição:  (Beto Caetano – Gaúcho da Fronteira)

Vaneira

Te procurei, não te encontrei
Pra cobrar os cinco pila que há muito tempo te em prestei

Fui no farrapo você não estava
No trinta e cinco não te encontravas
Na madrugada tu me fugias
Mas eu te pego na pulveria.

No Asa Branca lá em são José
Diz que tu andavas arrastando o pé
No santa Mônica em Curitiba
Diz que tu andavas com o Ataliba.

Figueira Velha lá em Floripa
Diz que passaste só de chiripa
Lá pela cãs da tradição
Diz que tu andavas com o Ricardão.

Lá por São Paulo tomaste um trago
No tal fandango lá do meu pago
No interior fui bem feliz
Lá no gaudério que tem em Assis

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B3 - Patifarias
Composição: (Vaine Darde – Gaúcho da Fronteira)

Quando Fernando foi lá na casa da Dinda
Fazer safári para caçar marajás
De jet-ski, motocão, coisa mais linda
Morcego negro também pousava por lá.
Era pacote, era calote, tempo novo
Plano e mais plano pra poder se arrumar
Bateram então a carteirinha do meu povo
E o Fernadinho nos levou no blá-blá-blá.

Patifarias, pra ti Farias
O Fernandinho nessa bronca quem diria
Patifarias, pra ti Farias
Tantos fantasmas o Brasil não merecia.

Ali PC e os quarentas ladrões
Era uma noite num palácio de Brasília
Deram bandeira e chegou-se a conclusão
Que tudo isso era só patifarias.
Dona Rosane foi lá pra L B A
Porque afinal ela era a patroa
Mas na horinha de comprar fralda e mama
O dinheirinho se afundou nas Alagoas.

E a secretária, cheque, cheque, cheque
Mas parecia outro filme de terror
E os fantasminhas assombrando todo mundo
E a CPI dando fim nesse pavor
Mas outro Pedro redescobriu o Brasil
E um chofer derrubou o caçador
Hoje na rua o meu povo anda a mil
Todo de luto, pois já chega de "Collor".

Gaúcho da Fronteira - 1994 - Tão Pedindo Um Vanerão LP

B6 - Parei, provei, gostei
Composição: (Gaúcho da Fronteira)

Parei, provei, gostei, isso aqui tá bom demais
Já me bateu a saudade, bate o resto e me dá mais

Já ganhei o teu abraço que há muito tempo eu queria
Saudade do teu cheirinho que de lembrar me arrepia

Dançando senti o embalo desse teu corpo moreno
Quero mais que Deus me mate com o doce desse veneno

Mas tenho que ficar quieto trancado e bico calado
Porque se pensar muito alto, tu sabe que isso é pecado

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