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Chrystian e Ralf - Quebradas Da Noite - (1983) 

"Quebradas da Noite" é o primeiro álbum da dupla sertaneja Chrystian & Ralf, lançado em 1983, LP este que garantiu o primeiro disco de ouro a Chrystian & Ralf.  Gravadora  Premier/RGE...

Chrystian e Ralf -Vol01

  • Contracapa
  • Selo A
  • Selo b
  • Selo Lado A
  • Selo Lado B
  • Capa

Musicas do LP

  1. Quebradas da Noite
  2. Boiada
  3. Despertar Nativo
  4. A Lenda do Caipora
  5. Casa da Esquina
  6. Berrante de Madalena
  7. Pagode Em Brasília
  8. Poeira
  9. O Futuro É Uma Incerteza
  10. Peão da Cidade
  11. O Drama de Um Boiadeiro
  12. Gamei Por Você

Chrystian e Ralf - Quebradas Da Noite - vol01 - (1983) 

(LP Completo)

Letras das Musica do LP

A1 - Quebradas da Noite
Composição: (Zimar Rodrigues / Professor Cairo)

A cama está vazia
Um travesseiro sobrando
O cobertor não me aquece
Do vento que está soprando
E nas quebradas da noite
Bitucas estão queimando
E o travesseiro amigo
Por ela está esperando
E no silêncio da noite
Só ouço o barulho do vento
Somente as quatro paredes
São testemunhas do meu sofrimento

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A4 - A Lenda do Caipora
Composição: (Sulino)

Meu velho avô contava
Uma história interessante
Diz que depois do dilúvio
Que acabou com os habitantes
A geração de Noé
Da Terra foi ocupante
Aquele povo selvagem
Numa intriga constante
Se dividiram em tribos
Seguindo rumos distantes
Foi numa daquelas tribos
Que seu destino seguia
Uma mulher teve um filho
No meio da mataria
A pobre mãe faleceu
Quando o menino nascia
Aquela gente criada
Dentro da selvageria
Abandonaram a criança
Naquela selva bravia
Uma grande chimpanzé
Que perdeu seu filhotinho
No meio da selva bruta
Encontrou o garotinho
Por instinto maternal
Ou por lembrar do filhinho
Pegou aquela criança
Com muito amor e carinho
Com o leite do seu peito
Criou o inocentinho
Criado na selva bruta
Cresceu valente e veloz
As unhas cresceram tanto
Que pareciam anzóis
A fera que ele atacava
Tinha um destino atroz
Ele dominava a fera
Amarrava com cipós
Depois de surrar bastante
Soltava o bicho feroz
Daquele tempo pra cá
Conforme diz a história
Aquele homem selvagem
Tornou-se o rei das floras
Montado num porco-espinho
Percorre o sertão afora
Protegendo todos os bichos
Que dentro da selva moram
É o terror dos caçadores
Conhecido por Caipora

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B1 - Pagode Em Brasília
Composição: (Teddy Vieira / Lourival dos Santos)

Quem tem mulher que namora
Quem tem burro empacador
Quem tem a roça no mato
Me chame que jeito eu dou
Eu tiro a roça do mato
Sua lavoura melhora
E o burro empacador
Eu corto ele na espora
E a mulher namoradeira
Eu passo o côro e mando embora
Tem prisionero inocente
No fundo de uma prisão
Tem muita sogra increnquera
E tem violero embruião
Pro prisionero inocente, eu arranjo adevogado
E a sogra increnquera eu dô de laço dobrado
E os violeiro embruião com meus verso
estão quebrado
Bahia deu Rui Barbosa
Rio Grande deu Getúlio
Em Minas deu Jucelino
De São Paulo eu me orgulho
Baiano não nasce burro
Gaúcho é o rei das cochilha
Paulista ninguém contesta
É o brasileiro que brilha
Quero ver cabra de peito
Pra fazer outra Brasília
No Estado de Goiás
Meu pagode está mandando
O bazar do Vardomiro
Em Brasília é o soberano
No ripique da viola
Balancei o chão goiano
Vou fazê a ritirada
E dispidí dos paulistano
Adeus que eu já vô me embora
Que Goiás está me chamando

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B4 - Peão da Cidade
Composição: (Sulino / Moacir dos Santos)

Eu ví com meus próprios olhos
Em um circo de rodeio
Na chegada dos peão que vieram pro torneio
Soltaram tanto foguete parecia um bombardeio
Na hora da montaria o negócio ficou feio
Toparam um burro famoso
Que eu nem sei da onde veio
Era só sentar no lombo
Cada pulo era um tombo
Ninguém parou no arreio
Surgiu um moço grã-fino no meio da multidão
Pelo traje eu ví que era um homem de posição
Cabelo bem penteado e roupa de exportação
Com as unhas todas cortadas
E anel de ouro na mão
Pra montar naquele burro ele pediu permissão
Pode ser que eu também caia
Mas pretendo dar trabalho
Pra fama desse burrão
Os peão que beijou a terra
Falaram com gozação
Os grã-finos da cidade
Quando quer bancar o peão
Não pára nem amarrado
No lombo de um pagão
Se esse grã-fino montar
Pode preparar o caixão
O burro tirou do lombo caboclo de profissão
Não foi um e nem foi dois
Vamos ver o pó-de-arroz
Bater a cara no chão
O moço entrou na arena
E calçou a espora de prata
Pôs o paletó na cerca
E apertou bem a arriata
Sentou no lombo do burro
E bambiou o nó da gravata
Cortou o burro na espora
E ainda surrou de chibata
Depois de pular bastante
Quase que o burro se mata
O moço saltou de lado
E o burrão ficou deitado
Em cima das quatro patas
Ganhou aplausos do povo
E ganhou beijo das meninas
O moço contou sua vida
Bebendo numa cantina
Eu já fui peão de fama
Lá no estado de Minas
O dinheiro do papai
Foi quem mudou minha sina
Eu tenho na minha casa
Um diploma da medicina
Tô morando na cidade
Mas a malvada saudade
Até hoje me domina

A2 - Boiada
Composição: (Zé Paioça)

Boiada
Triste boiada
Na estrada cheia de pó
Boiada
Meu coração
Também caminha tão só
Levando junto a saudade
Velha esperança guardada
Vai carregando a tristeza
A passo lento na estrada
Saí de casa menino
Deixei chorando meus pais
Cresci no mundo sozinho
E não voltei nunca mais
A irmã deve estar casada
A mãe que nunca me esquece
Meu pai de certo está velho
E o irmão já nem me conhece
Às vezes na despedida
Eu tenho que disfarçar
Quando uma lágrima rola
Caída do meu olhar
Poeira vai levantando
No céu deixando um letreiro
Formados com letras de pó
Lembranças de um boiadeiro

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A5 - Casa da Esquina
Composição: (Gino / Geno / Mangabinha)

Vocês estão vendo aquela casa
É a segunda depois da esquina
Naquela casa mora uma mulher
Que tomou conta da minha sina
Eu tinha apenas dezoito anos
Quando ela entrou em meu caminho
Me coroou com a coroa de espinhos
E o fracasso hoje me domina
Cada tijolo daquela casa
É um pedacinho do meu coração
Que eu construí com todo carinho
E dei em troca da ingratidão
Por pouco tempo
Eu morei com ela
E hoje moro com a solidão
Enquanto eu durmo
Na sombra da noite
Em minha cama dorme a traição
Infelizmente naquela casa
Mora quem eu amo desesperado
A quem um dia eu confiei
Pra ser a dona do meu lar sagrado
Lhe dei meu nome
Tudo o que tinha
E dei também meu coração
A minha vida está em suas mãos
A hora que quiser serei crucificado

Capa

B2 - Poeira
Composição: (Luis Bonan / Serafim Colombo Gomes)

Um carro de boi lá vai
Gemendo no estradão
Suas grandes rodas fazendo
Profundas marcas no chão
Vai levantando poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Olha seu moço a boiada
Em busca do ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando
Cabeças em confusão
Vai levantando poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Olha só o boiadeiro
Montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada
Com seu berrante na mão
Seu rosto é só poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Barulho de trovoada
Coriscos em profusão
A chuva caíndo em cascata
Na terra fofa do chão
Virando em lama poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Poeira entra em meus olhos
Não fico zangado, não
Pois sei que quando eu morrer
Meu corpo irá para o chão
Se tranformar em poeira
Poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão

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B5 - O Drama de Um Boiadeiro
Composição: (Itapuã)

Ele era o mais poderoso
Que criava e vendia boiada
Lá pras bandas do Rio do Peixe
Sua marca era a mais afamada
Sua vida era a vida do gado
E o gado era a sua família
Jamais esperou que o destino
Prepara-se tamanha armadilha
Com cinqüenta e três anos de idade
Galopando e juntando o seu gado
Na cerca de uma divisa
O seu dia estava marcado
A menina, sorriso criança
No mourão da porteira subiu
Sorrindo fazendo acenos
No meio do gado caiu
E por ser só vacas leiteiras
Boiadeiro ficou precavido
Correu socorrer um bezerro
Que recém havia nascido
Esquecendo a pobre criança
Que pedia socorro em vão
Pra ele um boi era dinheiro
E a menina, nenhum tostão
Depois de salvar o bezerro
Correu socorrer a criança
Que sem vida no chão estendida
Percebeu que não tinha esperança
Pisoteado também pelo gado
Carregado por outro peão
Pois teve a perna cortada
A vida lhe deu a lição
No seu leito ouvindo o berrante
Do ponteiro chamando a boiada
Aos poucos foi amofinando
E assim terminou a jornada
Sua alma não teve descanso
O remorso não permitiu
Cada um recebe da vida
O que na vida construíu

Contracapa

A3 - Despertar Nativo
Composição: (Oscar Nelson Safuan / Luis Bordon)

Amanheceu na fazenda
O homem vai para o campo
Cavalo corre no pasto
O boi muge no curral
Passarinho canta alegre
Despertando a natureza
O sol desponta na serra
Aquecendo a terra
Quanta beleza
Na cidade o ruído
Da máquina do futuro
Operário bate o ponto
Pra garantir o seu mês
Governo fazendo planos
Até pro ano 2000
O mundo inteiro encerra
Na minha Terra
Avante Brasil

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A6 - Berrante de Madalena
Composição: (Faísca)

Comprei uma boiada brava
E vim trazendo do chão de Goiás
Depois de atravessar a fronteira
Do rico Estado de Minas Gerais
A boiada estourou em Pedra Grande
Serra dos Cristais
Lutei bastante
Quase o dia inteiro
Mas a boiada esparramava mais
Morreram cinco dos meus companheiros
Fiquei sozinho com o capataz
Meu companheiro me falou chorando
Espere Deus, o nosso Salvador
Olhei pro céu e avistei baixando
Um misterioso disco voador
Saltou por terra moça boiadeira
E o seu berrante mudava de cor
Falou contente, com um lindo sorriso
Pra te salvar aqui hoje eu estou
Eu vim do céu pra salvar a boiada
E no seu berrante ela repicou:

"Estou chegando, tocando o meu berrante
Tenha calma, meu amor
Eu vim do céu para salvar a boiada
Cumprindo ordens de Nosso Senhor".
"Com o repique do seu berrante
Logo a boiada foi aglomerando
E os companheiros que tinham morrido
Naquele instante eu ví ressuscitando
Vendo o milagre desta boiadeira
Que para o céu foi levitando
Seu rosto lindo era o de Madalena
E as minhas penas ela foi perdoando
Caí de joelhos com o rosto em terra
E de contente solucei chorando."

Quando a boiada entreguei em Barretos
Foi três mil bois contados na chegada
Foi o milagre de Madalena
A boiadeira que eu ví lá na estrada
No outro dia eu fui acordando
Pois foi um sonho a grande jornada
Por isso mesmo eu creio em Madalena
A pecadora foi santificada
E será sempre minha protetora
Porque minh'alma já sente amparada

divisoria

B3 - O Futuro É Uma Incerteza
Composição: (Tapuã)

Meu amigo, não perguntes
O motivo da minha tristeza
Pois no mundo que vivemos
O futuro é uma incerteza
Se sorrimos, se cantamos
Se nós fomos felizes demais
Amanhã talvez tudo se acaba
E o ontem não volta jamais
Quem já foi amado igual eu fui
Quem amou na vida o quanto amei
E perdeu pra sempre o seu amor
Vai chorar o quanto eu chorei

Capa
divisoria

B6 - Gamei Por Você
Composição: (Sulino)

Menina linda
Desde que te ví
Por você sentí imensa paixão
Estava ansioso
Pra falar contigo em casamento
Pedir sua mão
Mas com receio que você, boneca
Não entendesse minha intenção
Discompassado, dentro do peito
Batia forte meu coração
Discompassado, dentro do peito
Batia forte meu coração
Menina linda
Não sei por quê
Desde que te ví
Gamei por você
Menina linda
Não sei por quê
Desde que te ví
Gamei por você
Se porventura você for livre
E meu amor então aceitar
Vou hoje mesmo falar com seu pai
Nossa união ele autorizar
Mas se acaso ele disser não
Você quiser me acompanhar
Anoitecemos, não amanhecemos
Longe daqui nós vamos casar
Anoitecemos, não amanhecemos
Longe daqui nós vamos casar
Menina linda
Não sei por quê
Desde que te ví
Gamei por você
Menina linda
Não sei por quê
Desde que te ví
Gamei por você

divisoria
Selo b

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